04 maio Como se pode medir inovação dentro da sua organização ou em você mesmo?
De um ponto de vista prático, tudo que é gerenciável pode ser medido. Basta apenas escolher os indicadores da conveniência, tais como número de patentes requeridas e concedidas, projetos executados, projetos em andamento, número de colaboradores, pesquisadores, etc. Mas nem todos os indicadores são passíveis de um controle adequado, pois algumas empresas mal dispõem de uma gestão voltada para a inovação. Pode-se dizer inclusive, que o processo de inovação é marginal dentro de uma organização, pois é realizado por iniciativas isoladas, fora de um contexto estratégico.
De fato, as iniciativas de inovação muitas vezes são apenas resultado de sonhos do empreendedor ou de uma expectativa criada em torno de um novo produto da engenharia. Isto posto parece muito claro que apenas estabelecer indicadores pontuais que relacionam novos produtos e estes por sua vez, com patentes não são suficientes para determinar o quanto de inovação uma organização esta praticando.
E não faltam as razões para esta dificuldade. A primeira dificuldade é que inovação afronta com o status quo. Uma organização procura o estável, você mesmo procura o estável: seu despertador é regulado para a semana toda. Sua organização, seja ela produtiva ou de serviços, quer seguir o cronograma. A segunda dificuldade é que o processo de inovação lida com incertezas e complexidade. Nenhum gerente ou executivo gosta de lidar com incertezas. A palavra usada sempre é “resultados”. A terceira dificuldade está relacionada com as anteriores e se chama: “Medo”. Medo de arriscar, de mudar, de críticas. Então como medir inovação se o próprio conceito de inovação impede a sua organização? Tenho aqui apenas uma singela opinião. Associar à Gestão de Inovação com a Gestão de Riscos. O risco é a incerteza calculada, principalmente dos riscos de não executar determinadas mudanças. E é ai o pulo do gato, pois o medo de não executar alguma mudança pode ser pior do que manter a estabilidade. Medir a criatividade; medir de alguma forma as mudanças das necessidades e calcular o risco de não executar tais mudanças. Isto serve para você ou à sua organização?